domingo, 10 de dezembro de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

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Lixo, urbanização e extinção: O que você sabe?

Lixo, urbanização e extinção: O que você sabe?

  
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  1. O que são espécies ameaçadas?
    1.   São aquelas cujas populações e habitats estão desaparecendo rapidamente, de forma a colocá-las em risco de tornarem-se extintas.
    2.   Aponta sempre para uma coletividade, conjunto de traços que fazem reconhecer qualquer espécie em um ambiente degradado.
    3.   Surgem por meio de eventos de especiação (longo isolamento geográfico, seguido de diferenciação genética).
    4.   São aquelas espécies que ocorrem somente em uma determinada área ou região geográfica.

Agrotóxicos, Ciência e Meio Ambiente



Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados como arma química na Segunda Guerra Mundial. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como “defensivo agrícola”.



Figura 1: Homem e o consumo dos agrotóxicos 

Fonte: (Google/Imagens)

O primeiro agrotóxico, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas. Pela descoberta e posterior aplicação do DDT no 
combate a insetos, Muller recebeu o prêmio Nobel de química em 1948.

O DDT era a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que se descobriu que ele como todos os compostos organoclorados é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.

No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir da indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a “revolução verde“, que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.

 

Fonte: (Google/Imagens)

Com a Revolução Verde, na década de 1950, o uso de agrotóxicos foi implantada através de imposição das indústrias de agrotóxicos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico. Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta.

No ano de 1970, diversas fábricas mundiais foram transferidas para o Brasil, país englobado entre os 5 maiores  consumidores de agrotóxicos do mundo.

Os agrotóxicos podem ser divididos em duas 
categorias:

1. Agrícolas: destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens e nas florestas plantadas;

2. Não-agrícolas:
- destinados ao uso na proteção de florestas nativas, outros ecossistemas ou de ambientes hídricos;

- destinados ao uso em ambientes urbanos e industriais, domiciliares, públicos ou coletivos, ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública .


Figura 2: Agrotóxicos
Fonte: (Google/Imagens)

Atualmente, o controle dos agrotóxicos deve ser feito pelo Ministério da Saúde e a questão ambiental para o Ibama. 

Tipos de agrotóxicos:
Os agrotóxicos são divididos em dois grupos: 
  • Inseticidas -  organoclorados, organofosforados e carbamatos e as piretrinas;

Os organoclorados são os que mais persistem no meio ambiente, chegando a permanecer por até 30 anos. São absorvidos por via oral, respiratória e dérmica, e atingem o sistema nervoso central e periférico. Provocando câncer e por isso foram banidos de vários países.

Os organofosforados e carbamatos são inseticidas mais utilizados atualmente a também são absorvidos pelas vias oral, respiratória e dérmica. Seus efeitos são alteração do funcionamento dos músculos cérebro e glândulas.

As piretrinas são inseticidas naturais ou artificiais. São instáveis à luz e por isso não se prestam à agricultura. São usados em ambientes domésticos na forma de spray, espirais ou em tabletes que se dissolvem ao aquecimento. São substâncias alergizantes e desencadeiam crises de asma e bronquites em crianças.

  • Herbicidas- Paraquat, clorofenoxois e dinitrofenóis.


O herbicida Paraquat oferece grande risco. É um herbicida que mata todos os tipos de plantas. A substância determina lesões de Rim e se concentra nos Pulmões, causando fibrose irreversível.

Os principais clorofenóis são o 2.4-D e o 2.4.5-T, que são cancerígenos. O agente laranja, usado na Guerra do Vietnã, é uma mistura do 2.4-D e do 2.4.5-T.


Os perigos dos Agrotóxicos

O perigo começa no próprio campo, com os agricultores que pulverizam os agrotóxicos nas lavouras. A exposição sem a devida proteção pode ocasionar invalidez e até morte.
Os vegetais e frutas disponíveis no mercado, de aspecto agradável podem esconder em sua película externa fragmentos de agrotóxicos utilizados na lavoura.
O consumo de alimentos cultivados com adubos orgânicos, sementes resistentes e que utilizem um controle biológico de pragas seria o ideal. 
Os metais pesados atuam como agrotóxicos quando lançados nos rios e oceanos; acumulando na cadeia alimentar, chegam pelas descargas dos rios contaminados. As principais fontes são as industriais, os garimpos e as lavouras, que aplicam cobre e zinco no combate aos fungos.
Os efeitos da contaminação dependem não só da dose, como também do tipo de poluente. O chumbo altera a síntese de hemoglobina, provocando anemia, insuficiência renal, problemas no sistema nervoso, cólicas intestinais e convulsões.

Fonte: (Google/Imagens)

Outro sistema de contaminação ocorre por ar contaminado, onde poluentes podem acarretar em debilidade mental, tontura e enfraquecimento de pernas.
Em 2007, pesquisadores descobriram, depois de realizarem um levantamento, que a maioria dos estudos revela a associação entre a exposição a agrotóxicos e o desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin e leucemia.
Para as grávidas, o risco é dobrado. Pesquisadores apontam para as fortes evidências que ligam o contato com pesticidas a problemas durante a gestação, como a morte de fetos, defeitos de nascença, problemas de desenvolvimento neurológicodiminuição do tempo de gestação e pouco peso do bebê.
Uma pesquisa feita pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 12 países latino-americanos, revelou que o envenenamento por produtos químicos, especialmente o chumbo e os pesticidas, simbolizam cerca de 15% de todas as doenças profissionais notificadas, 1/6 dos acidentes são oficialmente registrados e que, aproximadamente, 70% dos casos acontece em países em desenvolvimento, com os organofosforados representando 70% das intoxicações agudas, de acordo com a OMS.

No ano de 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) criou o programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), visando monitorar o comprimento da legislação sobre o nível permitido de resíduos agrotóxicos nos alimentos, o uso de quais produtos é permitido em cada colheita, e garantir que produtos como frutas, verduras e legumes cheguem à mesa do consumidor com qualidade e segurança.

Qual alternativa saudável ao uso dos agrotóxicos ?


Uma das possíveis alternativas para a substituição de agrotóxicos são os biopesticidas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), o termo se refere a produtos feitos a partir de micro-organismos, substâncias naturais ou derivados de plantas geneticamente modificadas, que façam controle de pestes, porém é difícil saber se o produtor utilizou ou não biopesticidas na sua lavoura. 
A opção é escolher, preferencialmente, alimentos orgânicos e sempre lavar frutas, legumes e verduras, independentemente da sua procedência.





Referências Bibliográficas:


Riscos na aplicação dos agrotóxicos. Disponivel em: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/agrotx.htm. Acesso em: 16 de maio de 2017
Agrotóxicos. Disponível em: http://www.coladaweb.com/biologia/alimentos/agrotoxicos-o-veneno-nosso-de-cada-dia. Acesso em: 16 de maio de 2017

Problemas causados pelos agrotóxicos. Disponível em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1441-os-problemas-causados-pelos-agrotoxicos-justificam-seu-uso.html. Acesso em: 16 de maio de 2017


Agrotóxico - Ministerio do Meio Ambiente. Disponivel em: http://www.mma.gov.br/seguranca-quimica/agrotoxicos. Acesso em: 16 de maio de 2017

Agrotóxicos. Disponível em: http://www.infoescola.com/ecologia/agrotoxicos/. Acesso em: 16 de maio de 2017